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Escrito por Brasiligual às 21h57
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Para refletirmos...
As cotas certamente não são a única solução. Mas para aqueles que ainda acreditam que o nosso problema é apenas social o texto abaixo é interessante pois toca em pontos importantes. O proprio governo admtiu que o Brasil é racista. Este fato, de alta relevância, nao é relembrado pela mídia. Brasiligual acredita que como primeira fase de um país verdadeiro os negros devem estimular sempre a discussão, aglutinando as pessoas de bem de quaisquer cores,credos e características. Não devemos nos envergonhar e fazer com que as pessoas saiam da sua situação de conforto. Silenciar, fingir que não é consigo é mais fácil mas este não será o nosso caminho.
O movimento pela solidariedade visa unir, verdadeiramente, o nosso país, e explicar porque sempre fomos o país do futuro. Vamos mostrar confiantes que nós, os negros e os excluídos em geral, somos a chave para nos tornarmos uma nação respeitada.
O racismo que Veja não vê
sexta-feira 25 de agosto de 2006
As falácias da revista na análise da questão racial brasileira. Artigo de Ana Paula Maravalho.
Imagem: Ares Humor Gráfico
A revista Veja desta semana traz matéria sobre o recém lançado livro do jornalista Ali Kamel, diretor executivo de jornalismo da Rede Globo, Não somos racistas, no qual, segundo o periódico, o autor desbanca em "análise demolidora", "as falácias da política de cotas raciais" ("Contra o mito da `nação bicolor’", pág. 126).
Nos gráficos que ilustram a reportagem, a revista afirma que "os movimentos que reivindicam cotas no mercado de trabalho para negros dividem a população brasileira em duas raças" (brancos:52% e negros: 48%), e em seguida que "o jornalista Ali Kamel observa que esta conta ignora os pardos - os numerosos filhos da miscigenação brasileira. Os números corretos seriam outros: brancos - 52%; negros - 6% e pardos- 42%".
A revista repete aqui, pela enésima vez, um expediente falacioso ao qual recorre a cada vez que se posiciona contra as cotas: o de confundir o leitor, ao utilizar, errônea e propositalmente, o termo "negros" para significar "pretos".
Como veículo jornalístico que é, elaborado por profissionais competentes no manejo das informações, e mais ainda, já alertada por leitores atentos às numerosas reincidências no malogro determinado que comete, a revista e seus editores sabem muito bem que "os movimentos que reivindicam cotas" utilizam o termo "negro" para indicar a população formada pela soma de "pretos" e "pardos", que vêm a ser os termos utilizados pelo IBGE para classificar a população afro-descendente no Brasil.
Considerando que os efeitos do racismo no Brasil atingem indistintamente estes dois grupos (ao contrário do que supõe a teoria da democracia racial), os movimentos negros (atenção ao plural!), assim como vários pesquisadores de órgãos oficiais no país e membros da academia utilizam o termo "negro" significando a soma dos percentuais relativos aos auto-declarados "pretos" (6% da população brasileira) e "pardos" (42% da população), totalizando 48% de "negros".
O debate em relação às cotas é legítimo e saudável num país em que pouco se discutem os efeitos de um racismo permanente, contundente e cruel para com suas vítimas. Ser contra as cotas é um ponto de vista, que deve ser respeitado quando vem ao debate com limpeza de propósitos. No entanto, a utilização de argumentos falaciosos como o acima descrito, empregado pela citada revista, mais uma vez, com o único objetivo de desinformar e manipular o leitor, revela a pobreza de argumentos de quem procura, desesperadamente, tapar o sol com uma peneira.
O livro de Ali Kamel tem, no entanto, um mérito indiscutível: o de escrever com todas as letras a teoria abraçada pelo diretor executivo de jornalismo da Rede Globo, que não deve estar longe das diretrizes da própria emissora. E, a julgar pelo entusiasmo do jornalista que escreveu sobre o livro, também é a opinião da revista em questão. A base da teoria é a mesma que embala a nação brasileira desde suas origens: a de que não somos racistas porque somos um país de mestiços. Daí a necessidade de explicar, ou melhor, denunciar que "não há negros no Brasil".
É verdade que a composição racial brasileira não é fácil de explicar. Sem duvida, a categoria de "negros" não é homogênea. Tampouco a de "brancos"; o que leva à constatação de que, ao lado do aparentemente insolúvel problema de "quem é o negro no Brasil", há que se discutir a não menos complicada definição de "quem é o branco no Brasil". Sobretudo quando os argumentos contrários às cotas se concentram na negação da bipolaridade racial.
A definição da branquitude sofreu modificações ao longo de nossa História. Inicialmente reservada aos originários dos países da antiga Europa, os limites do conceito foram se alargando para absorver povos que, a princípio, encontravam-se do lado de lá do perímetro racial. É assim que pessoas que em outros países possuem identidade racial própria (e que sofrem discriminação por esta razão) podem legitimamente - e só no Brasil - reconhecer-se e afirmar-se "brancos". É verdade que, para os descendentes destes povos - judeus, árabes, orientais - a democracia racial funciona perfeitamente. Ainda que preservem valores culturais específicos, a teoria da mestiçagem os absorveu por completo, equiparando-os aos "brancos" em tudo.
Escrito por Brasiligual às 21h53
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Continuação
Oposto ao contingente "branco" - real ou virtual - encontra-se sua antítese, o "negro". E aqui, também encontramos a influência da teoria da mestiçagem. No Brasil, é negro quem não pode ser considerado branco. A definição é bastante larga para permitir que negros suficientemente claros para cruzar a "linha da cor" possam se autodefinir como brancos. Num país onde ser negro sempre significou estar associado a tudo que é negativo, cruzar a "linha da cor" tornando-se branco é a única alternativa permitida pela idéia da mestiçagem. E é justamente aí que a política de cotas causa uma revolução, ao possibilitar que esta "linha" possa ser cruzada no sentido inverso: tornar-se negro passa a constituir, sim, uma opção de futuro.
Os brancos que se posicionam contrários às cotas o fazem por vários motivos. Entre eles está o de crer, com sinceridade, no mito da democracia racial, na relação harmônica e perfeita entre as diferentes raças em nosso país. É possível, e mesmo provável, que uma pessoa branca creia nisto, sinceramente. Motivos não lhe faltarão: afinal, a questão racial nunca foi uma prioridade em sua vida - nunca foi discriminada por sua cor, e se já discriminou alguém, nem percebeu (contar piadas sobre negros ou repetir alguns "provérbios" oriundos da infinita e sempre correta sabedoria popular não vale, não é? É só brincadeirinha, sem intenção de magoar ninguém!). Uma pessoa branca poderá viver sua vida inteira sem ser obrigado a definir ou declarar sua branquitude, a não ser no censo. Dificilmente terá passado pela experiência de ter seus erros justificados pela sua cor, ou de ver seus méritos - mesmo que excelentes - serem menosprezados também em função de sua cor.
Uma pessoa branca, mesmo pobre, sempre pôde se identificar pela sua cor com os heróis e heroínas de sua infância, fossem eles personagens de um filme, da novela, do livro de História ou mesmo de um livro de historinhas para crianças. Uma pessoa branca pode, sinceramente, achar que nunca fez distinções entre brancos e negros. Esta nunca foi uma questão importante para ela, até surgirem as discussões sobre cotas para negros na Universidade e no mercado de trabalho. A revolta é então, legitimada pelo sentimento de se sentir usurpado em seu sagrado direito à igualdade por um grupelho que, de uma hora para outra, resolveu importar de outras paragens conflitos até então inexistentes no Brasil. Uma pessoa que pense desta maneira pode mesmo estar sendo sincera em sua revolta contra os que advogam que a política de cotas é a única solução para o problema racial brasileiro. Pois, segundo tudo o que acreditam, a verdadeira solução para o sucesso está no esforço pessoal, no mérito.
Estão aí para provar todos os negros que alcançaram posição de destaque em suas carreiras: a Glória Maria, a Zezé Mota, o Lázaro Ramos, isso pra não falar nos inúmeros cantores e jogadores de futebol negros, que ganham milhões!
O único problema é que, se estamos falando de democracia racial mesmo, não deveríamos poder "identificar" a Gloria Maria, a Zezé Mota, o Antônio Pitanga, o Lázaro Ramos, a Deise Nunes (para aqueles que não se lembram, ou não sabem, a nossa única Miss Brasil negra, "eleita" em 1986). E se dermos ainda mais tratos à bola, veremos que entre os exemplos de negros bem sucedidos há muito poucos no nosso círculo íntimo de amizades.
À medida em que subimos os degraus sociais, "muito poucos" vira eufemismo para "nenhum". Pois é muito possível, e mesmo provável, que uma pessoa branca das classes média e alta, no Brasil, atravesse toda a sua vida sem jamais cruzar com pessoas negras no seu círculo social. E aqui não falo do "álibi negro", aquele que os brasileiros costumam tirar da cartola cada vez que precisam explicar porque não são racistas - aquela empregada que é tratada como se fosse da família, aquele porteiro com quem conversa todos os dias, aquele menino negro a quem sempre dão um trocado no sinal.
Escrito por Brasiligual às 21h52
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Falo de pessoas com quem podem se relacionar de igual pra igual, com quem tenham estudado no mesmo colégio, com quem dividam, no mesmo nível, um posto no trabalho, com o mesmo salário, o mesmo carro. Tudo bem, vai. Um vizinho no mesmo prédio, na mesma rua, já vale. Ou a médica com quem costumam se consultar. O pediatra dos seus filhos. O dentista. Quantas destas pessoas são negras?
Se os exemplos nacionais e pessoais são tão poucos, já não seria um motivo de alerta de que esta democracia racial não é tão democrática assim? Sim, pois numa democracia racial digna deste nome, os negros que teriam "conseguido" seriam tantos que não deveríamos ser capazes de nomear, isolar, apontar "a" exceção que confirma a regra. Que regra? A de que pra "conseguir", para "chegar lá", ser branco é um dos requisitos. E ser negro atrapalha.
A não ser que haja outra explicação. A de que, se os negros não conseguem, é porque tem alguma coisa errada com eles, não com a sociedade. Deve ser porque eles são incapazes, preguiçosos, burros mesmo. Feitos para ser dominados. Geneticamente dotados para a pobreza e o crime. Bingo! Taí a explicação!
O problema com esta explicação é que ela não é, digamos, original. Não é uma decorrência lógica dos fatos, não é uma conclusão a ser tirada da realidade dos negros no Brasil. Na verdade, ela é a própria espinha dorsal do racismo, organizado como doutrina "científica" no século XIX e sistematizado como pedra de toque da concepção de nação brasileira: uma nação mestiça a contragosto, mas que poderia almejar seu lugar ao sol, entre os países civilizados, desde que promovesse o embranquecimento paulatino de sua população. E é a partir desta idéia sistematizada - a da mestiçagem como uma etapa necessária para promover o embranquecimento, de forma a que não haja mais negros no país - que se estabeleceram e se mantêm até hoje as relações raciais por aqui.
O embranquecimento não se resumiu aos discursos dos intelectuais da época, como Sílvio Romero, Oliveira Viana, Nina Rodrigues. Foi mesmo política oficial de governo, como quando o Estado brasileiro promoveu a entrada em massa no país de colonos europeus para ocupar os postos de trabalho liberados a partir da abolição da escravização, pagando a viagem e em muitos casos cedendo terras, insumos e máquinas, ao mesmo tempo em que fechava os portos aos africanos (decreto 528, de 28 de junho de 1890); ou quando o Itamaraty, em 1921, emitiu ordens explícitas para que as embaixadas brasileiras nos Estados Unidos negassem o visto aos afro-americanos que pretendiam comprar terras em Mato Grosso.
O embranquecimento é também a política dominante nos meios de comunicação brasileiros, que conseguiram, através da invisibilização da população negra (pretos e pardos, indistintamente) promover a imagem do país como formado quase 100% por brancos - basta ver as páginas das revistas de moda, de "boa forma" e muitas das novelas e minisséries televisivas.
Diante deste quadro, para não falar nas pesquisas que, desde 1990, vêm mostrando as diferenças abismais entre os índices de desenvolvimento humano de negros e brancos no Brasil, caem todos os argumentos que se posicionam contra as cotas por entenderem que em nosso país não há racismo. Esta discussão já foi superada, inclusive pelo próprio Estado, que em 1995, sob o comando de Fernando Henrique Cardoso, reconheceu que somos sim, um país racista.
O Estado Brasileiro também se comprometeu a empregar os esforços necessários para reduzir o abismo social causado pela discriminação racial histórica no país, em cumprimento aos Tratados e Convenções Internacionais dos quais o Brasil é signatário, e que incluem as ações afirmativas como instrumento de ação legítima contra o racismo. O livro de Ali Kamel já nasce, portanto, anacrônico e deficiente em seus argumentos. Pode-se ser contra as cotas por vários motivos. Negar a existência do racismo no Brasil, no entanto, beira o revisionismo.
* Conselheira Gestora do Observatório Negro.
Email: forum_mulheres@yahoo.com.br
Escrito por Brasiligual às 21h51
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E alguém falou há algum tempo...
Vamos celebrar a estupidez humana A estupidez de todas as nações O meu país e sua corja de assassinos Covardes, estupradores e ladrões Vamos celebrar a estupidez do povo Nossa polícia e televisão Vamos celebrar nosso governo E nosso Estado que não é nação Celebrar a juventude sem escolas As crianças mortas Celebrar nossa desunião Vamos celebrar Eros e Thanatos Persephone e Hades Vamos celebrar nossa tristeza Vamos celebrar nossa vaidade Vamos comemorar como idiotas A cada fevereiro e feriado Todos os mortos nas estradas Os mortos por falta de hospitais Vamos celebrar nossa justiça A ganância e a difamação Vamos celebrar os preconceitos O voto dos analfabetos Comemorar a água podre E todos os impostos Queimadas, mentiras e sequestros Nosso castelo de cartas marcadas O trabalho escravo Nosso pequeno universo Toda a hipocrisia e toda a afetação Todo roubo e toda a indiferença Vamos celebrar epidemias: É a festa da torcida campeã Vamos celebrar a fome Não ter a quem ouvir Não se ter a quem amar Vamos alimentar o que é maldade Vamos machucar um coração Vamos celebrar nossa bandeira Nosso passado de absurdos gloriosos Tudo que é gratuito e feio Tudo o que é normal Vamos cantar juntos o Hino Nacional A lágrima é verdadeira Vamos celebrar nossa saudade E comemorar a nossa solidão Vamos festejar a inveja A intolerância e a incompreensão Vamos festejar a violência E esquecer da nossa gente Que trabalhou honestamente a vida inteira E agora não tem mais direito a nada Vamos celebrar a aberração De toda a nossa falta de bom senso Nosso descaso por educação Vamos celebrar o horror De tudo isso Com festa, velório e caixão Está tudo morto e enterrado agora Já que também podemos celebrar A estupidez de quem cantou esta canção Venha, meu coração esta com pressa Quando a esperança está dispersa Só a verdade me liberta Chega de maldade e ilusão Venha, o amor tem sempre a porta aberta E vem chegando a primavera Nosso futuro recomeça: Venha que o que vem é perfeição...
Escrito por Brasiligual às 21h51
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Quando somos raça e somos racistas?
Cotas ou não-cotas? Por que as politicas publicas brasileiras não serviram para reduzir as desigualdades sociais?
O Quem Indica, que papel tem em nossa sociedade? Quem estuda tem chance? Que vença o melhor? Agora, quando defrontada, com as suas verdades sociais, uma boa parte quer relevar a raça a um segundo plano, sem antes entender o turbilhão de morenos que existem nesse país. Somos ítalos, nipos mas não somos negros! E oferecemos flores ao mar, gingamos na capoeira... Sim, virá um Brasil Igual!
De :http://www.espacoacademico.com.br/021/21ccarneiro.htm
Os novos resultados obtidos pelas pesquisas sobre as origens genéticas da população brasileira realizadas pelo grupo de cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), liderados por Flávia Parra e Sérgio Danilo Pena, repõem o debate sobre o conceito de raça. Como divulgado pela imprensa, as conclusões seriam assim resumidas, “Nem todo negro no Brasil é geneticamente um afrodescendente, nem todo afro-brasileiro é necessariamente um negro”. Disso decorre, de acordo com os pesquisadores, que raça é somente um conceito social, o que as ciências sociais há muito tempo vem demonstrando.
E, como não poderia deixar de ser, a primeira conseqüência que é extraída,do resultado desse estudo, é de natureza política. Diz Sérgio Danilo Pena, a propósito da infeliz observação do presidente eleito em debate durante a campanha sobre a utilização de critérios científicos para a determinação dos grupos raciais de modo a viabilizar a implementação das cotas raciais para negros, “que a complexidade envolvida é ‘brutal’ e que não existe base objetiva para a introdução de cotas raciais nas universidades públicas por exemplo (...) A única coisa que se pode usar, sujeita a muitos abusos, é a autoclassificação”.
A contribuição fundamental desses estudos genéticos é a demonstração da ilegitimidade científica das teses racistas e das práticas discriminatórias que elas geram. É a explicitação do caráter político e ideológico de que elas se revestem. Portanto, era de se esperar que a reação que eles deveriam provocar seria uma condenação enfática das práticas racistas que produziram e permanecem reproduzindo violências e exclusões ao longo de nossa história. Desse reconhecimento adviria, como conseqüência ética obrigatória, a defesa de reparação dos males provocados. Ao contrário, as conclusões do estudo são utilizadas para negar uma dessas possibilidades, a adoção de cotas para negros no nível universitário.
Em outra área de conhecimento, a ciência nos informa que se não há base científica para uma classificação racial, há, no entanto, bases inesgotáveis para a discriminação. É o caso das conclusões do estudo de Ricardo Henriques, “Raça & Gênero”, nos sistemas de ensino (Unesco, 2002), que demonstra com abundância de dados estatísticos que “o pertencimento racial, de forma inequívoca, tem importância significativa na estruturação das desigualdades sociais e econômicas no Brasil.” E o autor categoricamente aponta que, para a reversão desse quadro, se “requerem políticas de inclusão com preferência racial, políticas ditas de ação afirmativa, que contribuam para romper com o circuito de geração progressiva de desigualdade (...) Portanto, faz-se necessário redefinir os horizontes de igualdade de oportunidades entre brancos e negros, estabelecendo políticas públicas explícitas de inclusão racial.”
Estamos, então, diante de um paradoxo. De um lado, um tipo de ciência que, ao provar a “insustentável leveza do ser negro”, desautoriza ações reparatórias; de outro, uma ciência que reconhece no ser negro uma condição concreta de inserção social inferiorizada e advoga por políticas específicas de inclusão. Entre ambas, a metáfora de Hannah Arendt, invocada por Roseli Fischmann em seu último artigo, “Do passado que se recusa a passar e permanece assombrando o presente para impedir o futuro”.
Para que um novo futuro para as relações raciais possa emergir, teremos que admitir que, como diz Antônio Sérgio Guimarães, “por mais que nos repugne a empulhação que o conceito de ‘raça’ permite-ou seja, fazer passar por realidade natural preconceitos, interesses e valores sociais negativos e nefastos-, tal conceito tem uma realidade social plena, e o combate ao comportamento social que ele enseja é impossível de ser travado sem que se lhe reconheça a realidade social que só o ato de nomear permite. Fora desse paradigma, ou se retorna à farsa da democracia racial ou se opta pelo imobilismo e ratificação da abjeta estratificação racial existente.”
Portanto, é negro todo aquele que assim se autodeclare. E todos estão aptos a ser beneficiários de políticas de cotas. Abusos ou falsidade ideológica não são problemas da ciência e sim da Justiça.
Escrito por Brasiligual às 01h11
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Debate sobre Preto e Negro Comunidade Consciência Negra - ORKUT
Preto ou Negro?
Negros e líderes 14/07/2006 18:47 Insisto que o nosso país possui problemas especificos e originais muito diferentes do modelo americano. Lá existe uma segregacao a vista. Aqui tudo é escondido. Ao mesmo tempo os simbolos nacionais brasileiros sao misturados. Samba, futebol-arte, feijoada, quindim e farinha demonstram que nos nossos sangues e cabecas moram diversas culturas fortes. A nossa consciencia negra é nosso orgulho e a nossa heranca branca também. Defendo um discurso de integracao e defesa de valores que sao de todos nos. Por isso os termos politicamente corretos que funcionam para outras bandas nao cabem tao bem aqui. Somos afro e europeus. Ou mesmo orientais. Se nós, negros, queremos liderar esta nacao temos que ter um discurso includente. Necessitamos da sociedade em geral até do ponto de vista material ja que detemos a minoria dos meios de producao. Temos um projeto como um grupo de pessoas com origem africana: ter presidentes da republica, profissionais liberais, operarios respeitados e valorizados por sua contribuicao. Nao queremos apenas direitos, queremos transformar esta nacao na primeira verdadeiramente solidaria do mundo. Queremos ser brasileiros, sem sermos ingenuos de achar que nao existe um preconceito extremado. Por que nao nos mobilizamos para que no Globo Reporter se discuta o racismo à brasileira? Preto ou negro? o importante é debatermos! E voce? Responda!
Importante,sim 09/07/2006 09:45 A discussão neste caso é mais importante que o fato. Chamar a alguem de forma que lhe incomode é que é o problema. O respeito é individual: algo que não me atinge magoa extremamente a outro. O exemplo americano não é aplicável ao Brasil. A sociedade ali tem valores em separado por cultura. Negro é negro, branco é branco. Sabemos que na verdade o mundo não é assim, e creio que devemos lutar não por americanizar as nossas relações (enriquecer o nosso gueto, comprar o mais novo NIKE) mas entrelaçar verdadeiramente as pessoas em nosso país. A busca é pela igualdade, respeitando as origens e preferências de cada um, as diferenças que nos fazem seres humanos.
Escrito por Brasiligual às 21h41
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Adversidade cria... oportunidade
Mesmo sendo preterido historicamente da educacao oficial o negro é escritor.
E é negro o maior escritor brasileiro de todos os tempos.
É importante para a nossa auto-estima quebrar as pernas das idéias que nos incutiram: somos inferiores.
Nao somos superiores no entanto. Somos particulares como todos os humanos.
E nosso orgulho positivo é retomado quando revelamos mais isto; somos intelectos, somos homens e mulheres pensantes.
http://www.itaucultural.org.br/brasil_brasis/negro/sessao01.htm
Há muito tempo, a literatura brasileira é cheia de negros. Escritores ou personagens, negras e negros povoam nossas letras. De pele menos ou mais escura, só muito raramente, no entanto, os escritores se identificavam ou eram identificados como negros.
E isso num país em que boa parte da população sempre foi, assumida ou disfarçadamente, não branca! A situação de escravidão a que eram reduzidos os povos africanos para cá trazidos, sua condição de vida no Brasil, a vergonha com que se cobria o país pelo fato de ser uma nação escravocrata podem ser alguns dos motivos que explicam o apagamento da negritude, muito visível, por exemplo, nos estudos literários. Exemplos disso são o poeta Domingos Caldas Barbosa e o escritor Machado de Assis . Ambos eram negros, mas as histórias literárias e os livros didáticos raramente mencionam esse fato ao apresentar esses autores (e todos os demais escritores e intelectuais negros brasileiros).
Esse apagamento da negritude tem conseqüências sociais da maior gravidade. Como, por exemplo, os resultados da pesquisa da professora Rita de Cássia Souza Pierini . Sua tese conclui que o ensino no Brasil toma por referência a cultura européia, raramente considerando o papel que o negro teve e tem na cultura brasileira. ...
Talvez as coisas fossem diferentes se aprendêssemos na escola que um dos maiores escritores da literatura brasileira erudita, Machado de Assis, era um negro.
Exercício 1
Escrito por Brasiligual às 23h17
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Existe preconceito racial no Brasil?
Para todos que genuinamente possuem esta dúvida, busquem a resposta. Seguem Extratos da Revista TAM 2001 - Almanque Brasil de Cultura Popular
Entrevista com Benedita da Silva (ex-senadora), Nei Lopes (cantor, compositor e escritor) e Thereza Santos (socióloga):
Quais os maiores males deixados pela herança escravocrata?
Benedita - A descrença, a desfaçatez e o mito da democracia racial.
Nei - A desqualificação do que vem da matriz africana. Práticas culturais foram caracterizadas como retrógradas, até nocivas: a música, como monótona e lasciva; a religiosidade, como conjunto de superstições; a medicina, como anti-higiênica e inócua. Outro mal é a ocultação da presença negra. Por exemplo, no dicionário Larousse, o cantor Al Jonson é "americano de origem judaica", como o compositor Gershwin. No Brasil, raramente figuram personagens realçados em sua circunstância étnica. A pista para você identificá-los é a rubrica "nascido em lar humilde". O requinte foi o retrato americano: por meio de pintura sobre fotografia , o fotógrafo "embelezava" o retratado, pelo clareamente da pele e alisamento de cabelo. Nos livros de história vêe-se reproduções desses retratos.
Thereza - É a sociedade continuar se recusando aceitar que saímos do estado de objeto para o de sujeito, Todos os outros males são consequencia.
A discriminação racial é ilegal desde 1951 graças à lei Afonso Arinos. Como explicar que o racismo ainda atue?
Benedita - É que não basta apenas a lei. Vale lembrar que a lei Afonso Arinos atenuava; e a Lei Caó torna crime o racismo desde 1988.
Nei - Até a década de 1960, a Polícia do Exército, no Rio, recrutava no sul soldados altos, louros e de olhos claros, aqui apelidados catarinas, para reprimir os soldados comuns, geralmente suburbanos, pretos e mestiços. O fator étnico aí entrava como dado de superiodade. Foi uma das práticas mais hediondas do Estado brasileiro. Hoje, coisas tão explícitas não passariam despercebidas. Mas o "racismo amigável" continua, porque a intelligentsia e a mídia colonizadas fazem questão de negar o pluralismo brasileiro.
Thereza - De cada cinquenta processos que abrimos contra discriminação vencemos um. Pensávamos que a Lei Caó nos daria maior força. Quem aplica a lei em geral é tão racista quanto quem pratica o crime. A Constituição assegura o direito à discriminação e ao preconceito porque assegura que somos todos iguais perante a lei "que não funciona". Como estratégia, nada mais perfeito.
Escrito por Brasiligual às 18h13
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Brasil Igual?
As eleições, pura e simples, não representam o exercício da igualdade.
A Justiça eficiente, justa seria um dos caminhos de um país mais igual.
No entanto, este Poder, desde a colônia é conhecida pelos privilégios. Desde os salários, aposentadoria, mordomias.
No Brasil não somos iguais. Uma autoridade ao ser flagrada comentendo algum ato errado deveria ser punida exemplarmente.
O foro especial palavra utilizada para esconder a verdade do povo, deveria se chamar "Vocês são os escravos, nós os senhores. Se eu matar um de vocês não posso ser punido, afinal escravos são coisas!".
Os negros eram vetados para as Cortes. Existia uma Legislação que impedia o nosso acesso a cargos públicos em geral. Ou seja, política pública para prejudicar os negros.
O escândalo de ontem explica o escândalo de hoje. Por que cela especial? Pois quem pode estuda em uma universidade. E quem ficou de fora? Os pobres, na maioria negros. E quem ficou dentro? Os que possuem maior renda. Sabe por que estas leis existem? Por que nós não nos identificamos com o povo brasileiro. Não queremos, ainda, um Brasil para todos, mas para si próprio.
O que o Brasil Igual quer? Reclamar, revoltar-se?
Não! Queremos que revisemos o nosso dia-a-dia para eliminar privilégios, nepotismos e tais.
Queremos fazer a opção correta, construir mais escolas. Ou melhor, manter as escolas existentes!
O Brasil Igual não quer o modelo americano. Não queremos construir aquela sociedade de consumo. Centenas de cadeias Supermax!
Quem copia nunca lidera. O maior destaque para um país é ser o campeão da solidariedade.
O Brasil Igual propõe medir-nos não pelo PIB (o que é isto?) mas pelo PFB (Produto de Felicidade Brasileiro). Números e consumo não devem ser o nosso objetivo. Existem sociedades melhores que nós para consumir a Natureza para fazer carros a gasolina. Queremos energia renovável, barata, acessível a todos. Queremos empresas responsáveis ecologicamente, queremos empresas que tratem as pessoas como ... gente. Uma nova proposta de país, de mentalidade, não uma cópia. Um sub-EUA ou Europa ou China.
É assim que se lidera. E muda-se o mundo. Redefinindo o conceito de líder. Não queremos ser os primeiros em PIBs, dólares, cadeias.
Queremos ter o povo mais feliz da História. (isto sim é uma Agenda Positiva. E quem vai ter coragem de pô-la em prática?)
Escrito por Brasiligual às 10h01
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Somos um país de potencialidades
Escrito por Brasiligual às 21h45
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Hoje, estamos vendo em São Paulo o terror organizado.
Policiais sendo mortos, familias desamparadas.
A periferia de São Paulo sempre esteve nas mãos do crime. Por quê agora a indignação? Apenas o medo está nos unindo, isolados em nossas casas?
O toque de recolher é real.
Mesmo asim ainda existe o raciocínio que a situação é melhor que no Rio de Janeiro. Ou seja, enquanto os pobres morrem a classe média assiste.
Estamos construindo um Brasil Igual? Ou um Brasil Refém? Precisamos construir o sonho da igualdade. Quebrar o isolamento. Trazer os jovens para a sociedade, dar oportunidades reais.
Somos nós a periferia (negros). O apartheid é social e racial. Enquanto sofríamos com os "donos" nada acontecia. E agora?
O que acontece nos dois principais estados do Brasil pode acontecer em qualquer lugar.
O nosso Brasil é muito desigual. Ao vermos as estatísticas do IBGE vemos que com as mesmas horas trabalhadas os negros são piores remunerados que os brancos.
A pobreza tem cor no Brasil. E em momentos como esse penso na quantidade de médicos, artistas, publicitários estamos perdendo. A prioridade há centenas de anos deveria ter sido o social. A proximidade entre diferentes. Ainda hoje todos tem vergonha de priorizarem o ser humano. Priorizar os indicadores sociais. O que nos importa os bilhões exportados, se não temos a liberdade de ir e vir? E os bilhões pagos ao FMI? Agora somos confiáveis? Sim, e ao mesmo tempo quem confia em um país maior exportador munidal de alimentos que possui uma multidão de famintos?
Eu escolho Segurança, Educação e Solidariedade. Escolho proximidade. Escolho mobilizar. Mudar a mente. Este país tem jeito. Fora dos esquemas. Quebre a corrente!
E você? Quer construir um Brasil Igual ou aumentar o muro?
Quer entender, debater - com dados reais, verdadeiros - para refletir?
Leia, pesquise. Este assunto toca a você e aqueles que ama...
http://www.pnud.org.br/raca/reportagens/index.php?id01=430
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São Paulo, 09/06/2004 Para negros, mais estudo é menos emprego Estudo do IBGE aponta que, entre as pessoas de cor preta e parda, os desempregados têm escolaridade maior que os que trabalham
RICARDO MEIRELLES da PrimaPagina
Quanto mais anos de estudos tiver um trabalhador, maior a chance de ele estar empregado. Embora possa parecer verdade universal, esse preceito não vale para brasileiros de cor preta e parda. De acordo com estudo divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os negros desempregados têm, em média, mais tempo de estudo que os negros empregados — o que não acontece entre os brancos.
Segundo o estudo Características da População em Idade Ativa Segundo a Cor ou Raça nas Seis Regiões Metropolitanas, os negros ocupados estudaram 7,7 anos e os desempregados, 8,0 anos. Os trabalhadores brancos têm mais tempo de estudo, estejam eles empregados (9,8 anos) ou procurando emprego (9,5 anos).
A pesquisa foi feita nas seis maiores regiões metropolitanas do país. Só em uma delas, a de Salvador (BA), os negros empregados acumulam mais anos de estudo que os desempregados (8,4 contra 8,2). Na região de Porto Alegre, não há diferença entre os dois grupos de negros (ambos estudaram, em média, 7,4 anos). A discrepância se manifesta nas regiões metropolitanas de Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. O estudo do IBGE também mostra que o desemprego é maior entre os negros e a renda, menor.
“Não é verdade que, no Brasil, a escolaridade seja para os negros sinônimo de alocação no mercado de trabalho, e muito menos de remuneração igual à de um empregado branco com a mesma escolaridade”, observa a historiadora Wania Sant’Anna, especializada em questões raciais.
Na avaliação de Neide Aparecida Fonseca, presidenta (ela faz questão desse “a” no final da palavra) do Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial (Inspir), a diferença apontada pelo IBGE indica que o negro com mais tempo de estudo enfrenta mais dificuldade em conseguir postos de trabalho condizentes com sua formação.
“Ainda predomina uma mentalidade de que nos postos mais elevados não pode haver negros, que os negros servem é para trabalhos manuais, menos qualificados”, comenta. “Para os negros, no Brasil o investimento em educação não resulta em ampliação de renda necessariamente. Mais uma vez, encontramos o fenômeno de alocação de mão de obra negra em postos de trabalho sem prestígio e de baixa remuneração”, concorda Wania.
Segundo Neide, os dados sugerem também que apenas uma política de cotas em universidades públicas não resolve a disparidade no mercado de trabalho: é preciso uma política afirmativa que influa no próprio mercado. Ela defende incentivos fiscais para empresas que, em toda a estrutura hierárquica, apresentarem uma proporção de negros semelhante à da população da cidade ou do bairro em que está instalada.
O PNUD Brasil desenvolve um projeto, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que visa justamente produzir conhecimento e fomentar o debate para combater e superar o racismo. O projeto chama-se Combate ao Racismo e Superação das Desigualdades Sociais. |
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Escrito por Brasiligual às 21h42
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Ontem no Fantástico, foi divulgada carta da Princesa Isabel defendendo um suporte mais amplo aos escravizados que foram libertados após o 13 de maio. Nesta carta, defendia a cessão de terras para que aquela comunidade ao obter o bem mais precioso de um ser humano não fosse desprovida dos meios justos para se inserir na sociedade.
Meses depois a Monarquia era derrubada. Um dos fatores, talvez minimizado pela historiografia nacional, foi a redução do suporte da oligarquia após a libertação dos escravizados.
A República brasileira nasceu como uma resposta de poder (pelo poder), e não retomou esta trajetória de inclusão desta população.
Ressaltemos que na época da libertação oficial o movimento abolicionista (liderado por negros e brancos, e não somente pelos últimos, como nas novelas) apoiado pelo maior movimento de desobediência civil da História Brasileira já haviam, de fato, destruído os alicerces do sistema escravocrata.
Agora, por quê às crianças brasileiras é ensinado que houve uma princesa que com uma assinatura libertou um povo?
Na verdade, este povo foi ajudado (a luta era de todos!) mas primordialmente, lutou, sangrou e morreu. Este povo foi herói.
Brasil Igual é pensar porque não nos orgulhamos de termos quebrado as correntes que nos subjugavam e nos contarem dia após dia que somos passivos.
Brasil Igual é saber que esta Velha História, nos enfraquece a todos, orientais, europeus, árabes, negros e índios que somos pilares deste país!
Nos textos abaixo, fica evidente que nós já começamos a pensar...
"Libertos, mas marginalizados Um ano e meio mais tarde, a princesa Isabel, que seria a próxima imperatriz e a primeira mulher a governar o país, perdeu o trono com a Proclamação da República, em novembro de 1889. Os presidentes republicanos nunca tomaram nenhuma medida para integrar os ex-escravos e seus descendentes à sociedade. Apesar de libertos, os negros não receberam condições de ascender socialmente e de tornarem-se cidadãos de fato. O preconceito contra eles e a escassez de oportunidades permanece ainda hoje, quando os descendentes de africanos (negros e pardos) são 45% da população brasileira (cerca de 70 milhões de pessoas). "
http://www.sjose.com.br/educar.php?noticia_id=72

"Com o Exército se negando a perseguir escravos fugitivos e o fortalecimento do bloco abolicionista, o Parlamento aprovou o Decreto 3.353, extinguindo a escravidão no Brasil. Naquela manhã de domingo, 13 de maio de 1888, esse decreto foi levado ao palácio por uma comissão liderada por Joaquim Nabuco para ser sancionado pela princesa. A História lhe deu os louros da assinatura da Lei Áurea, mas os latifundiários, revoltados, se tornaram republicanos e depuseram a família real um ano depois." Está aí um breve quadro da história da Abolição no Brasil.
http://www2.uol.com.br/simbolo/raca/0599/comp1_c.htm
Precisamos agora agir sincronizadamente..
Escrito por Brasiligual às 11h06
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Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade
http://www.iets.inf.br/
Classificação: 
Site com análise sociais
Categoria: Link
Escrito por brasiligual às 01h15
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Hoje é o primeiro dia!
Convidarei a todos a refletir, por que um país tão rico materialmente
nos entristece a cada parada nos sinais de trânsito.
Brasil Igual convida a refletir e agir.
E usar o 13 de maio para comemorar o 20 de novembro.
Zumbi, nos aproximemos, nos identifiquemos,
A utopia de uma sociedade tem que ser construída!
Qual o nosso objetivo inalcançável? Qual o nosso sonho como povo?
O que temos a oferecer a este mundo, diferente dos americanos, japoneses, russos e chineses?
Nosso superávit primário?
O que realmente nos moverá para a igualdade? O pagamento da dívida interna? Pense: sem sonhar, sem ser ingênuo nenhum homem voaria.
O contrutor é um louco com propósito.


Escrito por brasiligual às 00h46
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